O sistema operacional do futuro – parte 2

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2. Informações e aplicativos nas nuvens!

Quem no mundo adora fazer backup? Fala sério, estocar pilhas de dvds ou gastar toneladas de dinheiro em HDs externos não estão entre minhas atividades preferidas. Mesmos com soluções divertidas, como o software Time Machine, incluído no OS X, o procedimento de backup continua uma atividade no mínimo cara.

E se o HD de nossos computadores servisse apenas para instalar as funcionalidades básicas do sistema operacional? Se todos os dados e talvez até os aplicativos pudessem ficar hospedados em servidores seguros da Microsoft, Apple, Google ou alguma outra empresa que cuidará deles melhor do que nós mesmos? Isso resolveria não só o inconveniente dos backups mas também nos libertaria de um único computador e dos pen drives, pois seria possível acessar esses dados através de qualquer dispositivo conectado.

Essa é a idéia principal da computação nas nuvens. E está a cada dia mais próxima de nossa realidade, só que através de diversas soluções heterogêneas. Mas invadindo nossos computadores silenciosamente e ao que tudo indica esse será um caminho sem volta. Ainda bem! Para quem não percebeu, o email foi o primeiro aplicativo a migrar para o céu. Hoje webmails como Gmail, Yahoo e Hotmail possuem recursos e usabilidade comparáveis aos antigos programas desktop. Isso graças ao avanço da programação para a web fez muita gente aposentar de ver o Outlook.

O que já é realidade

Dentre as soluções nas nuvens que temos à disposição hoje, existem empresas que defendem o software offline, como Microsoft e Apple. O Windows Live coloca vídeos e fotos online, enquanto continuam sendo acessados pelos programas nativos do Windows. O Windows 7, promete uma integração ainda maior, levando programas como o Movie Maker para a família Live mas ainda assim utilizando um software instalado no pc. Também os documentos do Office, já podem ser armazenados e visualizados na internet, mas para editar só no Office mesmo. A Microsoft também possui ferramentas bem interessantes ainda pouco divulgadas como o Windows Live Mesh que promete sincronizar seus arquivos no PC, no Mac (!!) e em dispositivos móveis. Comecei a usar o serviço, por enquanto só no PC (a versão pra Mac está em teste) e parece bem interessante. Permite compartilhar qualquer pasta do seu computador e o melhor é que os dados não ficam exclusivamente online, então dá pra usar quando não tiver rede, e quando tiver os arquivos serão sincronizados sem que você perceba! Um serviço semelhante a esse, mais maduro e compatível com Linux é o Dropbox que permite que você crie uma pasta compartilhada, sua Dropbox, e tudo que colocar lá dentro será compartilhado, acessível em todos os computadores cadastrados, pela web e inclusive submetido a controle de versão. Enquanto isso, a Apple lançou junto com o iPhone 3G o serviço Mobile Me que além de disco virtual, calendário, email, fotos e contatos oferece sincronização entre Mac, PC e dispositivos móveis (nesse caso iPhone e iPod Touch). Apesar de muito bem feito e com uma interface impecável, típica da empresa o serviço tem a desvantagem de que o disco virtual não funciona offline (ao contrário do Dropbox e Live Mesh) além do mais não tem versão gratuita. Recentemente a Apple também anunciou o iWok.com que funciona integrado aos programas de escritório do iWork, colocando textos, planilhas e apresentações nas nuvens, porém sem a possibilidade de edição pelo navegador.

Enquanto os serviços citados anteriormente ainda dependem de um software instalado, existem também os baseados totalmente em web. O exemplo mais clássico é a suite de escritrório do Google, o Google Docs. A empresa também oferece calendário, mapas, email, leitor de rss e mais uma enorme variedade de serviços sem a necessidade de uma única instalação que não seja do navegador. Pessoalmente, a curto prazo eu sou adepto da primeira abordagem, pois os aplicativos web não são tão poderosos como os desktop e se eu posso acessar os meus dados de qualquer lugar, não me importo de instalar um software para isso, sabendo que vou alcançar um desempenho muito melhor do que fazendo pelo navegador. Outra desvantagem é que com o aplicativo online, sem internet nada feito. No entanto com a popularização dos dispositivos 100% conectados e com o avanço das tecnologias web, a tendência é que tudo acabe migrando para a nuvens mesmo!

Enquanto o Google OS não vem, o Windows e o Mac OS ainda se mostram resistentes a evoluir de vez para as nuvens podemos contar com as soluções já oferecidas que mesmo não oferencendo a eficiência e simplicidade que uma integração nativa no OS ofereceria, já quebra bem o galho da galera entendida do assunto!

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